segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Campanhas emergenciais x investimento social privado

Muitas empresas realizam campanhas internas de mobilização para ajudar a socorrer vítimas de calamidades públicas, como os desabrigados de enchentes. Também não são raros casos em que as companhias prestem ajuda financeira nessas ocasiões. O tema deixa uma importante questão em aberto: essas ações podem ser consideradas investimento social privado?

“As empresas não podem apenas ajudar no imediatismo, devem ter uma estratégia para contribuir com a sociedade dentro de um plano estratégico, visando melhorar as condições de vida das pessoas ou transformar as estruturas sociais e econômicas”, analisa Luiz Carlos Merege, professor do Departamento de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O estudioso lembra que as ações sociais emergenciais vinculam-se a um sentimento humanitário, não necessariamente integrado a uma medida administrativa ou racional da companhia, com processo de planejamento anterior e avaliação sobre uma política social condizente com o negócio.

“O que falta à maioria das corporações é um investimento social permanente”, analisa Merege, idealizador do Centro de Estudos do Terceiro Setor (CETS), da FGV. “Porém, aquelas que já possuem medidas nessa linha, ao se deparar com uma situação imediata, podem tanto socorrer uma população quanto inseri-la, posteriormente, nos seus programas sociais pré-existentes.”

A diretora Administrativa do IDIS, Silvia Bertoncini, pontua que a realização de uma ação emergencial pode ser a primeira iniciativa para que companhias que não pratiquem o investimento social privado passem a fazê-lo. “Isso pode ajudar a sensibilizar a organização que, posteriormente, poderá destinar de maneira mais estratégica os seus recursos”, explica Silvia. A estratégia, alinhada ao negócio, poderá ajudar a promover localmente uma transformação social de longo prazo.

A supervisora do Núcleo de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) do Serviço Social da Indústria (Sesi) de São Paulo, Maria Luiza Semple, concorda com a opinião de que as campanhas emergenciais não podem ser classificadas como investimento social privado. Isso porque as arrecadações são pontuais e esporádicas.

“Contudo, essas atitudes são muito válidas, pois o Brasil possui populações muito carentes cujos governos não conseguem suprir todas as necessidades”, afirma. Maria Luiza explica que as ações pontuais sazonais podem fazer parte do escopo da empresa – como arrecadações de alimentos e brinquedos para o Natal, de agasalhos no inverno, entre outras. Só é preciso deixar claro que são iniciativas de voluntariado, pois envolvem a participação dos funcionários.

A supervisora cita como exemplo a ação de arrecadação de alimentos, roupas e produtos de higiene realizada pelo Sesi-SP em maio de 2009. A intenção era ajudar as vítimas das enchentes que atingiram as regiões Sul, Norte e Nordeste no período. De acordo com dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, apenas até 10 de junho, mais de 1 milhão de pessoas sofreram prejuízos com chuva, sendo que 450 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas em 13 estados (Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Santa Catarina).Divulgação: Angar da FAB, em Guarulhos, onde foram deixadas as doações do Sesi, Senais e Fiesp

Após uma decisão da Diretoria Regional do Sesi e Senai em auxiliar a população do Norte e do Nordeste, a entidade agiu rapidamente. Enviou comunicados sobre a campanha de arrecadação de donativos para 38 escolas do Senai e 21 Centros de Atividades do Sesi, todos em um raio de 150 quilômetros da capital paulista.

“Como tínhamos apenas quatro dias entre arrecadar e entregar os produtos à Defesa Civil, optamos por centralizar a ação em escolas da Grande São Paulo, para que tudo ocorresse rapidamente”, recorda. A Defesa Civil encarregou-se de contatar a Força Aérea Brasileira (FAB) e logo na semana seguinte os aviões partiram com os suprimentos para o Norte e Nordeste. A iniciativa teve o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Resultado: 50 toneladas de produtos arrecadados de 19 a 22 de maio. De caminhões e Kombis, e com ajuda da Defesa Civil, os materiais foram transportados para o almoxarifado central do Senai-SP, em São Bernardo do Campo (SP), onde foram armazenados, embalados em kits e, posteriormente, levados para a base da Força Aérea Brasileira, em Guarulhos (SP).

Maria Luiza atribui o sucesso da missão em tempo recorde à imagem de confiança que a organização possui em relação às pessoas. “A comunidade prefere entregar uma doação a uma entidade reconhecidamente idônea e, pela nossa atuação local, ganhamos credibilidade”, analisa

sábado, 28 de novembro de 2009

FAT abre financiamentos para motofretistas e taxistas

FAT abre financiamentos para motofretistas e taxistas
Recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador na ordem de R$ 100 milhões para motocicletas e R$ 200 milhões para táxis serão lançados nesta sexta-feira em São Paulo


Brasília, 26/11/2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa nesta sexta-feira, em São Paulo, da entrega simbólica da primeira motocicleta financiada com recursos da linha de crédito especial FAT Motofrete, destinada ao financiamento de motocicletas para o transporte de mercadorias e de documentos. Ainda em São Paulo, Lupi participa do lançamento da linha de R$ 200 milhões do FAT para financiamento de veículos novos para prestação de serviços de táxi.

A criação das linhas de crédito para Motofretistas e taxistas foram solicitadas pelo ministro Lupi e aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

O presidente do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos, receberá o veículo em nome da categoria. A ideia, no caso das motocicletas, é atender a trabalhadores autônomos - inscritos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - e trabalhadores com vinculo empregatício de empresas de transporte de documentos e pequenos valores.

Segundo a medida, podem ser financiadas motonetas ou motocicletas de até 150 cilindradas, zero quilometro com, no mínimo, os seguintes itens de segurança regulamentados pelo Código Nacional de Trânsito (Contran): freio a disco, pisca alerta, protetor de pernas, aparador de linha (antena corta-pipas), baú, colete e capacete com adesivo reflexivo e equipamento anti-furto. O seguro inicial do bem também poderá ser financiado.

A linha de crédito prevê o financiamento de até 100%, com teto máximo de R$ 8.500. O prazo de contratação do crédito pode ser em até 48 meses, com taxa de juros que varia de 6% a 18%, incluído a possibilidade da concessão de até seis meses de carência. O aporte aprovado pelo Codefat é de R$ 100 milhões, sendo que R$ 50 milhões já foram alocados na Caixa Econômica Federal.

Encargos financeiros - O agente financeiro responsável pela operacionalização da linha é a Caixa Econômica Federal. Para financiamento com prazo de até 24 meses, a taxa de juros é TJLP + 6% efetivos ao ano, equivalentes a 12,36% ao ano e 0,98% ao mês. Financiamento com prazo de até 36 meses, serão aplicados a TJLP + 12% efetivos ao ano, equivalentes a 18,72% ao ano e 1,44% ao mês. Nos empréstimos com prazo de até 48 meses, serão aplicados a TJLP + 18% efetivos ao ano, equivalentes a 25,08% ao ano e 1,88% ao mês.

Taxistas podem solicitar crédito para renovação de frota

Taxistas de todo o Brasil já podem financiar a aquisição de veículos novos para prestação de serviços de táxi. Será lançada nesta sexta-feira, na sede do Sindicato dos Taxistas, em São Paulo, a linha de crédito especial FAT Taxista. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa da solenidade.

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) destinou R$ 200 milhões para financiamento de veículos de passageiros, de fabricação nacional, novos, equipados com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos (2.0), de no mínimo quatro portas, inclusive a de acesso ao bagageiro, movido a combustível de origem renovável ou sistema reversível de combustão.

A linha de crédito é direcionada a pessoa física, titular de concessão legal expedida pelos órgãos competentes que regulam a atividade de taxista. Para ter acesso ao crédito, é preciso apresentar documento que comprove o exercício da atividade de taxista. Pode ser financiável até 90% do valor do bem, no valor de R$ 60 mil. O prazo para pagamento é no máximo sessenta meses, incluídos até três meses de carência.

Encargos financeiros - A taxa de juros a ser aplicada é TJLP mais 4% efetivos ao ano, equivalentes a 10,24% ao ano e 0,82% ao mês. Dos R$ 200 milhões da linha de crédito, R$ 50 milhões já foram alocados no Banco do Brasil.

Serviço:

Lançamento da Linha de Crédito para Motofretistas
Hora: 10h
Local: Sindimoto/SP (Rua Fortunato, 121, Santa Cecília - Centro - SP).
Lançamento da Linha de Crédito para Taxistas
Hora: 15h
Local: Sindicato do Taxistas em SP (Rua Estado de Israel, 833, Vila Clementino - SP.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 - acs@mte.gov.br

1º Fórum Social de Economia Solidária 2010

O 1º Fórum Social de Economia Solidária e a 1ª Feira Mundial de Economia Solidária - ECOSOL serão realizados de 22 a 24 de janeiro de 2010, em Santa Maria, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, na Rua Heitor Campos; e, de 25 a 29 de janeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

As inscrições para o Fórum já estão abertas e podem ser feitas no site do evento. São disponibilizadas fichas de inscrições para a participação de Empreendimentos Solidários, Entidades, Prefeituras e Organizações e também para Atividades Culturais, Atividades Autogestionárias e a 1ª Mostra Internacional de Biodiversidade.

O Fórum Social de Economia Solidária comemora os 10 anos do Fórum Social Mundial. A comemoração incluirá atividades em Santa Maria, Porto Alegre e Região Metropolitana, e em mais de 14 regiões do mundo.

A realização do Fórum tem dois objetivos: apresentar a Economia Solidária, como uma resposta auto-organizada dos trabalhadores e trabalhadoras, para a atual crise mundial, pois suas experiências são as evidências de que outra sociedade é necessária; e também ser um espaço de reafirmação do histórico de Santa Maria, como um pólo de organização e de novas práticas para a América Latina.

A CECAP está coordenando a captação de recursos do 1º Forum Social de Economia Solidária - ECOSOL e da 1ª Feira Mundial de Economia Solidária - ECOSOL.

Os eventos foram impulsionados por iniciativas, realizadas em Santa Maria, que envolvem a economia solidária e já são consolidadas: Feira de Economia Solidária do Mercosul, FEICOOP - Feira Estadual do Cooperativismo, Feira Nacional de Economia Solidária, Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar, Seminário Latino Americano de Economia Solidária, Caminhada Ecumênica e Internacional pela Paz e Marcha Mundial pela PAZ e não Violência e Levante da Juventude do RS.

Os eventos, que trazem pessoas de vários países para discutir, analisar e comercializar produtos da economia solidária são realizados anualmente em julho, e este ano foram cancelados devido à incidência da Gripe A na região e o risco de contágio em atividades com grande público.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

UFVJM oferece curso para docentes e educadores sociais que atuam no meio rural

Licenciatura do Campo
UFVJM oferece curso para docentes e educadores sociais que atuam no meio rural



Estão abertas até 3 de dezembro as inscrições para o Curso de Licenciatura em Educação do Campo - PróCampo/2010, oferecido pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O curso vem atender ao disposto no Edital nº 02-SECAD/MEC, de 23 de abril de 2009, que dispõe sobre a formação/certificação de professores, sem habilitação formal, que atuam no meio rural como docentes e educadores sociais nas instituições de educação formal ou não formal.

O PróCampo/2010 oferecerá habilitações nas áreas de Ciências Humanas e Sociais e Ciências da Natureza e Matemática ou Linguagens e Códigos, no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2013, em caráter modular-presencial, observando a metodologia da Alternância.

O curso terá duração de quatro anos. As aulas dos módulos presenciais serão ministradas na cidade de Araçuaí/MG, nos meses de janeiro e julho de cada ano, a iniciar em janeiro de 2010.

Poderão se candidatar docentes e/ou educadores sociais que tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente e que atuam no meio rural vinculados a instituições de educação formal ou não formal.

Para conhecer o edital e saber mais sobre o curso, acesse www.ufvjm.edu.br.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A cada mil jovens, 5 serão assassinados, diz pesquisa apresentada pelo MJ e Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Ministério da Justiça e Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentam pesquisas sobre exposição de jovens à violência


• Índice de Vulnerabilidade Juvenil à violência (IVJ-Violência) é mais elevado fora das capitais

• Maioria dos jovens tem baixo risco e histórico de violência, mas quase um terço dessa população ainda convive com esse mal


São Paulo, 24 – Das 266 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, apenas 10 apresentam um elevado grau de vulnerabilidade dos jovens de 12 a 29 anos à violência. Dessas, nenhuma é capital, embora muitas pertençam às regiões metropolitanas de seus Estados. Além disso, embora a maioria dos jovens brasileiros tenha baixo risco e histórico de convívio com a violência, quase um terço desse grupo ainda enxerga esse mal como parte do seu cotidiano. Essas são algumas constatações apresentadas por dois trabalhos coordenados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que diagnosticam a exposição do jovem brasileiro à violência, em termos quantitativos e qualitativos, e que fazem parte do “Projeto Juventude e Prevenção da Violência”.

O “Projeto Juventude” visa a produção de uma pesquisa de identificação do grau de exposição à violência a que jovens brasileiros de 12 a 29 anos são submetidos. É desenvolvido a partir de um termo de parceria firmado entre o Ministério da Justiça (MJ), por meio do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), e o Fórum, organização não-governamental e apartidária focada no debate técnico envolvendo a área.

“Quando fomos desafiados pelo MJ a assumir esse projeto, tínhamos clareza sobre a responsabilidade a que o Fórum se submetia. Agora, entregamos os primeiros resultados de um amplo projeto, a ser concluído em junho de 2010”, afirma o secretário-geral do Fórum, Renato Sérgio de Lima.

“A partir dessas informações inéditas, o poder público, em todas as suas instâncias, passa a contar com um poderoso e sólido instrumento de auxílio para a definição de políticas de segurança pública voltadas à preservação dos jovens brasileiros”, analisa o presidente do Conselho de Administração do Fórum, Humberto Vianna. “E fica cada vez mais clara a lógica de que somente com investimentos em segurança pública, com volume e geridos com eficiência, combinados com ações de integração social e cidadania é que se torna possível o enfrentamento da violência”, adiciona.

O “Projeto Juventude” concentra-se em 13 Estados, definidos pelo MJ a partir da implementação, em cada localidade, de ações do Pronasci, e está dividido em quatro módulos, estabelecidos por metodologia científica própria do Fórum: exposição da juventude à violência; sistematização de práticas ou programas de prevenção; organização de seminários de discussão com gestores de políticas de atenção aos jovens; e elaboração de cartilhas para atuação em projetos de prevenção. A pesquisa conta com parceria do Instituto Sou da Paz, do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção ao Delito e Tratamento do Delinquente (ILANUD) e a Fundação Seade. A conclusão do Projeto acontecerá em junho de 2010.

Na primeira etapa, que contempla a identificação do grau de violência a que os jovens estão expostos, foram desenvolvidas abordagens múltiplas e complementares para analisar o tema.

Duas etapas já estão concluídas: a criação de um Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) para todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes; e levantamentos estatísticos com narrativas da violência, apurados por meio de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha.


Vulnerabilidade juvenil

O IVJ, desenvolvido em parceria com a Fundação Seade, foi aplicado em municípios com mais de 100 mil habitantes, em todas as regiões do País, com base em informações do IBGE, num total de 266 municípios. Itabuna (BA), Marabá (PA), Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Teixeira de Freitas (BA), Serra (ES) e Linhares (ES) constituem os municípios brasileiros com maior vulnerabilidade à violência contra os jovens.

São Carlos (SP), São Caetano do Sul (SP), Franca (SP), Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG), Bento Gonçalves (RS), Divinópolis (MG), Bauru (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Petrópolis (RJ) são as cidades brasileiras que registram os menores IVJs – Violência. .

O levantamento conclui que a faixa etária com maior risco de perder vidas por causa da violência letal é aquela entre 19 a 24 anos. Usando metodologia criada pelo Laboratório de Análise da Violência, da UERJ, o IVJ – Violência prevê que 5,0 jovens morrerão por homicídios antes de completarem 24 anos no Brasil, enquanto, na faixa etária de 12 a 18 anos, a estimativa é que 2,38 adolescentes morram antes de completarem os 18 anos. Entre jovens adultos de 25 a 29 anos, a expectativa é que morram 3,73 jovens antes dos 29 anos.

A pesquisa identifica haver relação direta entre violência e participação no mercado de trabalho e escolaridade, uma vez que os jovens de 18 a 24 anos que não realizam funções remuneradas e não estudam formam o grupo no qual o IVJ se apresenta em patamar mais elevado. O indicador também confirma o “senso comum” que aqueles que residem em domicílios com assentamentos precários, caso de favelas, são os mais expostos à violência.

Nota-se, ainda, que os municípios que menos investem em segurança pública são exatamente aqueles que mais expõem seus jovens à violência, confirmando, mais uma vez, as fundamentações técnicas apresentadas pelo Fórum sobre a necessidade de os governos terem sensibilidade a esse tema. Na prática, constata-se que nas cidades onde a vulnerabilidade juvenil é muito alta a despesa realizada em segurança pública, em 2006, foi de R$ 3.764 por mil habitantes, enquanto os municípios com incidência baixa do índice aplicaram R$ 14.450 por mil habitantes.

Convívio com a violência

Já o levantamento realizado pelo Instituto Datafolha com 5.182 jovens de 12 a 29 anos, de ambos os sexos, de 31 municípios selecionados em 13 Estados, constatou que quase um terço da população jovem sofre presença constante da violência em seu cotidiano. Dos jovens entrevistados, 31% admitem ter facilidade para a obtenção de armas de fogo. Além disso, 64% dos entrevistados são expostos a algum risco ou história de violência e costumam ver pessoas (não policiais) portando armas.

Metade da população jovem entrevistada declara presenciar violência policial, sendo que, para 11% dos entrevistados, essa violência é “comum”. Um dado que impressiona é a incidência manifestada por 88% dos respondentes expostos à violência que declaram já terem visto corpos de pessoas assassinadas. Cerca de 8% afirmam, ainda, que pessoas próximas a eles foram vítimas de homicídios.

“Ainda que sejam jovens e, naturalmente, possam cometer algum exagero na entrevista, trata-se de uma quantificação demasiadamente elevada e, óbvio, muito preocupante”, pondera Lima.

Como conclusão preliminar, a partir da associação entre os resultados do IVJ – Violência e a opinião dos jovens dos 31 municípios selecionados, há um indicativo que aponta para a importância de ações integradas, que envolvam diferentes atores e considerem áreas específicas, no campo da segurança pública. Essa percepção se justifica porque, na medida em que a redução da exposição de jovens à violência não passa apenas pela dimensão criminal, se faz necessário aliar repressão qualificada e estratégias de prevenção local, assim como ações que promovam a inclusão social.

O desafio é, no entanto, aprofundar o conhecimento em torno de como a violência afeta a vida desse segmento da população brasileira, razão pela qual as próximas etapas do Projeto, ainda em execução, poderão fornecer um conjunto de indicações de para que intervenções planejadas se consolidem e a gestão dos projetos locais tenha condições de fomentar a eficiência democrática, a integração social e a diminuição da violência.

OI prorroga inscrições de projetos culturais até 30 de novembro

Programas selecionados receberão verbas da empresa de telefonia
A Oi prorrogou até o dia 30 de novembro as inscrições dos projetos culturais que concorrem a patrocínios da empresa no próximo ano. O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2010 destinará recursos para o financiamento, total ou parcial, de projetos em todo o país aprovados em leis de incentivo à cultura.


O objetivo da iniciativa é estimular a produção artística no País, valorizando a diversidade como elemento fundamental da identidade nacional. As inscrições para o processo de seleção estarão disponíveis pelos sites www.oifuturo.org.br ou www.oi.com.br.

Seguindo o mesmo modelo das últimas edições, o Oi Futuro será responsável pela gestão do programa. As propostas serão avaliadas por comissões especializadas em cada uma das áreas culturais e o resultado será divulgado no site do Oi Futuro, em data a ser definida. Os projetos terão a confirmação do patrocínio condicionada à apresentação dos certificados válidos nas Leis de Incentivo à Cultura.

Em 2009, a Oi selecionou por meio do programa 132 projetos culturais, um investimento de R$ 29,2 milhões nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Artistas e produtores culturais podem concorrer com mais de um projeto. Apoiado em conceitos como "acesso” e "inovação”, o programa incentiva iniciativas que valorizem talentos regionais e que possibilitem o intercâmbio de ideias e a convergência entre arte e tecnologia.

Desde 2001, a Oi investiu cerca de R$ 222 milhões na cultura brasileira. Mais de 680 projetos em segmentos variados, como teatro, dança, festivais, artes visuais e cinema, já foram contemplados, atingindo um público estimado de 13 milhões de espectadores.

Mais informações: faleconosco@oifuturo.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

CURSO TÉCNICO GRATUITO EM TEÓFILO OTONI

Estão abertas as inscrições para o PEP 2010- EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE EM TEÓFILO OTONI

O PEP tem como objetivo principal oferecer educação profissionalizante de qualidade, criando, para seus participantes, oportunidades reais no mundo do trabalho. Podem se inscrever no PEP alunos do 2º ou 3º ano do Ensino Médio da rede pública estadual, qualquer interessado que já tenha concluído o Ensino Médio ou, ainda, estudantes do 1º ou 2º anos dos cursos de Educação de Jovens e Adultos, na modalidade presencial.

A meta do Programa de Educação Profissional é chegar a mais de 120 mil alunos atendidos até 2010, tornando Minas Gerais o Estado com o maior percentual de estudantes matriculados em cursos técnicos no país. Seja você mais um beneficiado do PEP!

QUEM PODE SE CANDIDATAR A UMA DAS VAGAS DO PEP?
Alunos regularmente matriculados no 2o ou no 3o ano do Ensino Médio de escolas públicas
estaduais.
Alunos regularmente matriculados no 1o ou no 2o ano do curso de Educação de Jovens e Adultos
de Ensino Médio, na modalidade presencial.
Jovens que já concluíram o Ensino Médio, em instituições públicas ou privadas, desde que não
estejam cursando o Ensino Superior.
http://www.educacao.mg.gov.br
Superintendência de Ensino Médio e Profissional: 0800-7014255

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Governo repassa R$ 6 milhões para Teófilo Otoni e região

TEÓFILO OTONI (16/11/09) - O vice-governador Antonio Anastasia assinou nesta segunda-feira (16), em Teófilo Otoni, convênios na ordem de R$ 6 milhões para o fomento da economia e para o desenvolvimento educacional de Teófilo Otoni e região. Os acordos foram assinados durante o lançamento do Polo de Inovação Gemas e Joias de Teófilo Otoni.

A implantação da plataforma Polos de Inovação do Norte e Nordeste, principal receptora desses recursos liberados pelo Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), é uma iniciativa do Governo de Minas, coordenada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com a Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan). Conta também com a cooperação das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento Econômico, de Educação; dos Institutos de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) e do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), além de prefeituras, órgãos públicos, empresas e sociedade civil.

O projeto visa criar uma plataforma que agregue valor à economia regional, gerando emprego e renda, favorecendo o desenvolvimento sustentável. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a infraestrutura de capacitação de recursos humanos, concentrando massa crítica qualificada; pesquisadores, professores, tecnólogos, técnicos de nível médio, operários especializados, estruturas de ensino e pesquisa.

Para o vice-governador, investimentos na área de capacitação e aprendizagem são sempre indispensáveis e fundamentais. “Os investimentos do Estado em Teófilo Otoni são sempre em dobro para as regiões do Mucuri e do Jequitinhonha. Somente em Teófilo Otoni, a Copasa está investindo R$ 90 milhões para obras de saneamento. As assinaturas de convênios realizadas hoje demonstram o desenvolvimento integrado de Minas Gerais. É por isso que o Governo de Minas é reconhecido como o melhor do país”, ressaltou.

Além da consolidação da plataforma Polos de Inovação, os investimentos também serão destinados ao acordo entre o Governo e a Prefeitura de Teófilo Otoni para a realização de projetos estruturadores de qualificação profissional, formação de recursos humanos, pesquisa e inovação. Beneficiará, também, as ações do projeto Usina do Trabalho, viabilizará a consolidação e operacionalização da Unidade de Inovação Tecnológica (Unit), vai favorecer o desenvolvimento regional com a adesão de ações do projeto Integraminas, além de dar qualificação a jovens empreendedores para atuarem na rede social por meio do Projeto Teia - Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação Aplicados.

Anastasia também autorizou a assinatura do protocolo de intenções que visa à cooperação e à conjugação de esforços para a implantação do Centro Tecnológico de Pesquisa e Transferência de Tecnologia do Mucuri, com sede em Teófilo Otoni. Além disso, entregou certificados da capacitação presencial do projeto Jovens Empreendedores do Polo de Inovação do Vale do Mucuri.

“Aos jovens que aqui estão, meus parabéns pelo investimento no futuro e no progresso de vocês. Para mudar a realidade, é preciso capacitar as pessoas e dar oportunidades. O futuro da humanidade, do país, de Minas Gerais, e dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha é o conhecimento, especialmente em ciência e tecnologia. Estamos honrando os ideais do símbolo de nossa bandeira, o triângulo, que representa prosperidade, justiça social e conhecimento”, disse o vice-governador.

Antecedendo à solenidade, o vice-governador visitou as instalações da Unit, onde conheceu as atividades realizadas nos núcleos de produção-escola de joalheria e lapidação, no laboratório gemológico e no núcleo de informação e treinamento. Os representantes da unidade apresentaram as atividades a Anastasia, explicando-lhe o atual contexto da produção e comercialização de pedras preciosas no Estado. A Unit foi criada para inovação dos processos, maquinários, ferramentas e insumos buscando o diferencial para as joias produzidas em Teófilo Otoni. As novas linhas de produto contam com design com identidade regional e qualidade certificada.

Inauguração UAI

O vice-governador Antonio Anastasia também inaugurou, em Teófilo Otoni, a 14ª Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Estado. A nova unidade substitui o antigo Psiu, localizado no bairro Olga Correia, e ocupará uma área de 590 m², com capacidade para realizar 350 atendimentos ao dia. Os investimentos para a instalação da Unidade de Teófilo Otoni foram cerca de R$ 580 mil. Serviços como Ouvidoria Geral do Estado, Instituto de Identificação da Polícia Civil, Polícia Militar, Sine, Coordenadoria Regional da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, Cemig, Detran, Copasa, Procon, Instituto Estadual de Florestas serão disponibilizados na UAI de Teófilo Otoni. A nova UAI também terá auditório para a realização de palestras, treinamentos e cursos e Telecentro.

Anastasia ressaltou, durante a inauguração da UAI, o empenho do Governo do Estado em melhorar os serviços prestados à sociedade. “A UAI é uma agência de serviços públicos que o Estado presta ao cidadão de maneira eficiente e moderna. Os municípios mineiros estão sentindo a presença do Governo de Minas de forma eficiente e ágil”, disse. Fonte:http://www.agenciaminas.mg.gov.br

15ª edição do projeto Geração Futura

Esta será a 15ª edição do projeto Geração Futura, que dá a jovens estudantes de todo o Brasil a possibilidade de aprender na prática como se faz televisão. O prazo para se inscrever foi prorrogado para o dia 30 de novembro. A oficina, voltada para jovens entre 16 e 22 anos que estejam matriculados em uma instituição de Ensino Fundamental, Médio ou integrantes de projetos sociais de Organizações não-Governamentais, tem disponibilidade para 15 participantes. Para se inscrever acesse o formulário no site do Canal Futura www.futura.org.br O projeto tem ênfase na experimentação audiovisual, na produção de TV e na formação de redes de articulação com outros jovens e projetos sociais. O Geração Futura quer conhecer de perto o que pensa, o que sente e como vive o jovem brasileiro. Por isso o Futura abre espaço na sua programação para exibir interprogramas, programas, campanhas, matérias e documentários produzidos pelos estudantes ao fim das oficinas. Práticas e resultados A Oficina de Vídeo acontecerá entre os dias 11 e 29 de janeiro de 2010. Para concorrer a uma das 15 vagas, os jovens devem realizar um vídeo de até um minuto sobre com o tema “meu olhar”, e mandá-lo em CD ou DVD, junto com o formulário de inscrição preenchido. Das vagas, cinco são destinadas a jovens que fazem parte de projetos parceiros do Geração Futura, do Canal Futura ou da Fundação Roberto Marinho. Os outros dez escolhidos serão selecionados através dos projetos enviados. O vídeo deve ter como foco o olhar diferenciado sobre o universo do jovem, atento aos locais que frequenta, pessoas que encontra, projetos que conhece e situações que vivencia. A peça deve explorar o ambiente em que o jovem vive e mostrar, de forma inovadora, seu olhar sobre o espaço e a cultura do local. O Canal Futura oferece cursos de câmera, edição, direção, roteiro, videografismo e produção, ministradas por profissionais do canal e do mercado de produção de TV. Nesta edição, será concedida uma ajuda de custos a até seis jovens que não residam no município do Rio de Janeiro e que tenham seus projetos selecionados. Eles terão custeados o valor da hospedagem em albergue no Rio de Janeiro e a locomoção no trajeto entre o Futura e a moradia. Silvia Frei de Sá Canal Futura Mobilização Comunitária Equipe São Paulo www.futura.org.br

ADES- TEÓFILO OTONI

A Agência de Desenvolvimento Economico e Social de Teófilo Otoni, é uma organização sem fins lucrativos, que tem como finalidade o Apoio, Desenvolvimento e Viabilização de Recursos para Projetos Sociais desenvolvidos em Teófilo Otoni e toda a região dos Vales: Mucuri e Jequitinhonha.

Formada por profissionais liberais de diversas áreas com experiência no Terceiro Setor.

Estamos cadastrando empresas comprometidas com a comunidade com a finalidade de ampliar a rede de parceiras em prol da Responsabilidade Social e Ambiental.
33- 8811-9435 Ana Cláudia Pereira - Coordenadora Executiva